Você pede orçamento de site para três empresas e recebe propostas de R$ 500, R$ 5.000 e R$ 30.000 — para aparentemente a mesma coisa. Essa variação absurda deixa qualquer dono de negócio desconfiado: afinal, quem está cobrando caro demais e quem vai entregar um trabalho porco?
Trabalho com criação de sites e vou abrir o jogo: existe explicação para cada faixa de preço, e existe também muito orçamento inflado. Abaixo, uma tabela realista de valores praticados no Brasil em 2026 e o que de fato encarece um projeto.
O que define o preço de um site
Site não tem preço de tabela porque não é produto, é serviço sob medida. Os fatores que mais pesam no orçamento:
- Número de páginas e seções: um one-page institucional é muito mais rápido de produzir que um site de 15 páginas com blog.
- Design exclusivo vs. template: layout desenhado do zero pode dobrar ou triplicar o valor em relação a um template bem adaptado.
- Funcionalidades: agendamento online, área de membros, integração com CRM, loja virtual — cada recurso adiciona horas de desenvolvimento.
- Conteúdo: quem escreve os textos e produz as fotos? Redação profissional e SEO entram na conta.
- Quem executa: freelancer iniciante, profissional experiente e agência têm estruturas de custo completamente diferentes.
Tabela real de preços no Brasil em 2026
| Tipo de projeto | Faixa de preço | Para quem faz sentido |
| Landing page simples | R$ 800 a R$ 2.500 | Campanha, lançamento, captura de leads |
| Site institucional (até 5 páginas) | R$ 1.500 a R$ 6.000 | Pequenos negócios, profissionais liberais |
| Site completo com blog e SEO | R$ 4.000 a R$ 12.000 | Empresas que querem tráfego orgânico |
| Loja virtual | R$ 5.000 a R$ 25.000 | Comércio com catálogo e pagamento online |
| Projeto sob medida / sistema web | R$ 15.000+ | Funcionalidades exclusivas, integrações complexas |
Abaixo dessas faixas existe o site de R$ 300 a R$ 500: geralmente um template genérico preenchido às pressas, sem SEO, sem responsividade decente e sem suporte depois. Às vezes cumpre o papel de "existir na internet", mas raramente gera cliente.
Além do valor de criação, orce a manutenção: domínio (R$ 40/ano), hospedagem (R$ 20 a R$ 100/mês) e eventuais atualizações. Um bom notebook para gerenciar o negócio e o site também entra na conta de quem está começando do zero.
Onde os orçamentos enganam
Depois de anos vendo propostas de concorrentes, os padrões de pegadinha se repetem:
- Mensalidade eterna disfarçada: "site grátis" com mensalidade de R$ 200 para sempre sai mais caro que pagar R$ 3.000 uma vez. Em dois anos você já pagou R$ 4.800 e o site não é seu.
- Domínio no nome da agência: se você trocar de fornecedor, perde o endereço. Exija o domínio registrado no seu CNPJ.
- "SEO incluso" sem detalhamento: instalar um plugin não é SEO. Pergunte o que exatamente será otimizado.
- Orçamento sem escopo por escrito: sem lista de páginas, prazos e revisões definidas, o projeto vira uma bola de neve de custos extras.
- Preço alto sem portfólio: valor premium exige trabalho comprovado. Peça três sites no ar e ligue para os clientes se precisar.
Veredito final
Para profissional liberal ou comércio local começando: um site institucional entre R$ 1.500 e R$ 4.000, feito por profissional com portfólio, é o ponto de equilíbrio entre preço e resultado. Empresa que depende de Google para vender deve investir na faixa de R$ 4.000 a R$ 12.000 com SEO de verdade — é a diferença entre ter um cartão de visitas e ter um vendedor. E desconfie dos dois extremos: do site de R$ 300 e do orçamento de R$ 30.000 sem justificativa técnica clara.
Se você vai tocar parte do projeto por conta própria, um equipamento decente ajuda no dia a dia — vale conferir o preço do dia dos notebooks intermediários, que estão competitivos em 2026.
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